
7 mitos sobre a maternidade de substituição em que o mundo ainda acredita
Apesar de a maternidade de substituição existir há décadas e ter ajudado milhares de famílias a tornarem-se pais, ainda existem mais emoções do que factos à sua volta.
Alguns imaginam histórias de filmes, outros leem relatos assustadores na internet, e outros simplesmente têm medo de um tema sobre o qual sabem muito pouco. E é aqui que surge um paradoxo: muitas vezes, o que assusta as pessoas não é o programa em si, mas os mitos que o rodeiam. Vamos analisar os mais comuns.
Mito nº 1: a mãe de substituição é a “verdadeira mãe” da criança
Este é provavelmente o mito mais persistente. Na realidade, a maternidade de substituição pode assumir diferentes formas, mas os programas médicos modernos utilizam sobretudo a gestação de substituição gestacional. O que isso significa?
A mãe de substituição gera um embrião criado a partir do material genético dos futuros pais ou de células doadas, mas ela própria não tem ligação genética com a criança. Ou seja, gravidez e genética não são a mesma coisa. E é precisamente esta diferença que mais surpreende as pessoas.
Mito nº 2: a mãe de substituição pode “mudar de ideias” e ficar com a criança
Este medo é muito comum, especialmente entre os futuros pais. Mas os programas reais não funcionam segundo as leis das séries dramáticas. A maternidade de substituição é um processo médico e jurídico com regras claras, contratos e regulamentação legal.
Por isso, uma das principais vantagens dos programas em países com legislação clara é a segurança jurídica e a transparência do processo.
Mito nº 3: a maternidade de substituição é apenas para celebridades
Houve um tempo em que realmente parecia assim. Devido ao elevado custo e à organização complexa, este tema era associado a figuras públicas ou famílias muito ricas. Hoje a situação é diferente.
À maternidade de substituição recorrem pessoas muito diversas:
- mulheres após cirurgias médicas complexas;
- pacientes sem útero ou com contraindicações médicas para a gravidez;
- famílias após numerosas tentativas falhadas de FIV;
- pessoas para quem uma gravidez representa um risco para a saúde.
E cada vez mais esta não é uma história de “luxo”, mas de necessidade médica.
Mito nº 4: as mães de substituição fazem isto apenas por dinheiro
A realidade é muito mais complexa. Sim, a maternidade de substituição prevê compensação financeira. Mas a experiência de muitos programas mostra que a motivação das mães de substituição raramente se resume apenas ao aspeto material. Muitas mulheres falam do desejo de ajudar famílias que lutaram contra a infertilidade durante anos ou de experiências pessoais de empatia e solidariedade. Por vezes, isso torna-se um motivo tão importante quanto a componente financeira.
Mito nº 5: a maternidade de substituição prejudica a mulher
Qualquer gravidez é um processo fisiológico sério. No entanto, a ideia popular de que a maternidade de substituição significa automaticamente riscos extremamente elevados é muitas vezes exagerada. Nos programas modernos, as candidatas passam por uma seleção médica rigorosa, exames e acompanhamento constante por parte dos médicos. O objetivo é evidente — segurança tanto para a mulher como para a futura criança.
Mito nº 6: a criança “sofrerá psicologicamente” ao descobrir como nasceu
Os psicólogos há muito chamam a atenção para algo interessante. Para uma criança, o amor, a estabilidade e o ambiente familiar são muito mais importantes do que a forma como veio ao mundo. Além disso, as famílias modernas escolhem cada vez mais uma comunicação honesta e aberta sobre a sua própria história de parentalidade. E isso está gradualmente a mudar a atitude da sociedade em relação às tecnologias reprodutivas.
Mito nº 7: a maternidade de substituição é algo “não natural”
Talvez o mito mais filosófico. A humanidade utiliza a medicina em todas as áreas da vida — trata o coração, transplanta órgãos, devolve a visão e combate o cancro. Mas quando se trata do nascimento de uma criança, parte da sociedade começa subitamente a exigir uma “naturalidade” absoluta.
O paradoxo é que a infertilidade também faz parte da realidade natural. E a medicina reprodutiva não anula a natureza. Ela ajuda as pessoas onde a própria natureza criou condições difíceis.
Entre os mitos e a realidade
A maternidade de substituição não é um tema simples. Ela combina medicina, emoções, ética e histórias profundamente pessoais. Mas quanto mais factos surgem em torno deste tema, menos espaço resta para medos e cenários imaginários. E talvez esta seja a principal conclusão: a maternidade de substituição compreende-se melhor não através de rumores, mas através do conhecimento e de histórias reais de pessoas.