
10 coisas que as pessoas não sabem sobre as dadoras de óvulos
Quando as pessoas ouvem a expressão «dadora de óvulos», muitas vezes imaginam uma mulher misteriosa sobre a qual os futuros pais nada sabem. Existem muitos mitos, equívocos e estereótipos em torno da doação de óvulos. Na realidade, os programas modernos de doação funcionam de forma muito diferente daquela que a maioria das pessoas imagina.
Aqui estão dez factos sobre as dadoras de óvulos que frequentemente surpreendem até mesmo aqueles que já estão a considerar um tratamento de fertilização in vitro (FIV).
Nem todas as mulheres podem tornar-se dadoras
Muitas pessoas pensam que basta ter vontade de ajudar ou de receber uma compensação financeira. Na realidade, o caminho para se tornar dadora começa com um processo de seleção extremamente rigoroso.
As candidatas são submetidas a um exame médico completo, testes genéticos, análises para despiste de infeções, avaliação da saúde hormonal e consulta com um psicólogo. Uma parte significativa das candidatas não é aprovada precisamente devido aos elevados critérios médicos exigidos.
As dadoras são, geralmente, mais jovens do que os pacientes imaginam
A qualidade dos óvulos depende diretamente da idade da mulher. É por isso que a maioria das clínicas trabalha com dadoras com menos de 30 anos. A juventude aumenta significativamente as probabilidades de obter embriões saudáveis e de alcançar uma gravidez bem-sucedida.
A doação não é apenas uma questão de dinheiro
Naturalmente, as dadoras recebem uma compensação financeira. No entanto, em diversos estudos, muitas mulheres afirmam que a principal razão para participarem é o desejo de ajudar pessoas que não conseguem ter filhos naturalmente. Muitas dadoras já são mães e compreendem perfeitamente o verdadeiro valor da maternidade e da paternidade.
As dadoras realizam mais exames médicos do que a maioria das pessoas durante toda a vida
O processo de avaliação inclui dezenas de análises laboratoriais, ecografias, rastreio genético, avaliação da saúde reprodutiva e estudo dos antecedentes médicos familiares. Como resultado, muitas dadoras conhecem o seu estado de saúde muito melhor do que uma pessoa comum.
A dadora não é a mãe biológica no sentido em que a sociedade normalmente entende
Sim, o óvulo contém material genético. No entanto, o desenvolvimento da criança não depende apenas dos genes. Durante a gravidez, o organismo da futura mãe influencia ativamente o desenvolvimento do bebé através de complexos mecanismos epigenéticos. É por isso que as crianças nascidas graças a óvulos doados frequentemente apresentam semelhanças com a mãe que as gerou: podem ter as suas expressões faciais, determinados comportamentos e até algumas características físicas.
As dadoras não são avaliadas apenas por médicos
Nos programas modernos de doação, os psicólogos desempenham igualmente um papel fundamental. Eles avaliam a maturidade emocional da candidata, a sua motivação e o seu entendimento sobre o processo de doação. Isto torna o programa mais seguro e mais confortável para todos os participantes.
A maioria das dadoras já tem os seus próprios filhos
Este é um dos principais requisitos de muitos programas. Ter um filho saudável comprova a boa saúde reprodutiva da mulher e permite aos médicos avaliar com maior precisão as probabilidades de sucesso do tratamento.
As dadoras não podem participar num número ilimitado de programas
Algumas pessoas acreditam que a mesma mulher pode doar óvulos dezenas de vezes. Na realidade, o número de doações é rigorosamente regulamentado pelos protocolos médicos e pela legislação. Isto protege a saúde da dadora e garante o cumprimento dos princípios éticos.
Os futuros pais sabem mais sobre a dadora do que imaginam
Embora a identidade da dadora permaneça confidencial, as clínicas normalmente disponibilizam perfis bastante detalhados. Os futuros pais podem conhecer a altura, o peso, a cor dos olhos, o nível de escolaridade, os passatempos, o grupo sanguíneo e muitas outras características. Isto permite escolher uma dadora o mais semelhante possível à futura mãe.
Sem as dadoras, milhares de crianças nunca teriam nascido
Por detrás de cada programa de doação existe a história real de uma família que lutou contra a infertilidade durante muitos anos. Para algumas mulheres, os óvulos doados representam a única esperança após uma menopausa precoce. Para outras, são uma oportunidade depois de inúmeras tentativas falhadas de FIV. Para outras ainda, constituem a única possibilidade após o tratamento de uma doença oncológica.
É precisamente por isso que a doação de óvulos é hoje muito mais do que um procedimento médico. É uma oportunidade de oferecer às pessoas aquilo com que sonharam durante tantos anos.
Só no mês passado, graças ao programa de doação de óvulos da clínica BioTexCom, nasceram aproximadamente 59 bebés. Os seus pais são famílias provenientes de diferentes partes do mundo, incluindo Bulgária, Espanha, Brasil, Alemanha, Estados Unidos, Turquia, Roménia e muitos outros países.
Conclusão
A maioria dos receios relacionados com a doação de óvulos surge devido à falta de informação. Na realidade, os programas modernos de doação constituem um processo complexo, rigorosamente controlado e o mais seguro possível, no qual participam médicos, geneticistas, psicólogos e especialistas em medicina reprodutiva.
E o mais importante: por detrás de cada programa de doação não está apenas a medicina. Está a oportunidade de uma família ouvir as palavras mais importantes da sua vida: «mamã» e «papá».